ACM Neto se compromete a criar fundo direcionado à qualidade do ensino na Bahia

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Política

15 de maio às 14h30

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Durante coletiva de imprensa realizada em Itabuna neste sábado (14), o pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que vai criar um fundo para administrar os cerca de R$ 9 bilhões que a Bahia vai receber dos precatórios da educação, em três parcelas, até 2024.

“O dinheiro não pode mais ser uma desculpa. Um terço desse dinheiro está sendo torrado este ano com a construção de escolas. Isso porque o PT passou 15 anos sem construir quase nenhuma escola na Bahia. E, agora, véspera de eleição, começaram a se movimentar. Mas é importante dizer que apenas construir escola não é a solução. Não resolve o problema. O mais fácil é fazer a obra. O mais difícil é fazer educação de qualidade”, pontuou.

“Eu pretendo destinar parte deste recurso para um fundo que vai dar suporte às ações junto aos municípios. Nós vamos trazer para a Bahia o modelo do Ceará, que premia os municípios que avançam na qualidade da educação. O município que avançar, não interessa o partido do prefeito, vai ganhar mais dinheiro do estado para premiar, estimular, incentivar o trabalho do município em relação à evolução da qualidade do ensino”, explicou o pré-candidato.

Para o pré-candidato do União Brasil, é necessário um trabalho de parceria com os municípios para levar a qualidade de ensino das redes para a homogeneidade pedagógica: “E, dessa forma, ajudar na qualificação dos professores da rede pública municipal e para ajudar no processo de avaliação das redes municipais”, ressaltou.

ACM disse ainda que o outro foco a ser trabalhado para garantir a qualidade da educação baiana é o modelo de escola em tempo integral para os alunos do ensino médio. O ex-prefeito de Salvador ponderou que existem muitas experiências de atuação na educação pública que estão dando certo em outros estados, e que pretende trazer essas referências para melhorar os índices da Bahia.

“Outra grande ferramenta do nosso projeto vai ser a educação em tempo integral, formato que se tornou o diferencial de Pernambuco e outros vários estados. Tem muita coisa dando certo em vários lugares do Brasil que podem ser trazidos para a Bahia. Não precisa inventar, precisa é ter compromisso. Precisa querer fazer”, salientou.

“E tudo isso vai vir com um alicerce forte para garantir investimentos na tecnologia para a educação, conectividade para as escolas, instrumentos como tablets para os alunos poderem ampliar o tempo de aprendizado no período que estão em casa. Com acesso aos conteúdos no horário que eles não estão na escola”, destacou.

O ex-prefeito de Salvador lembrou ainda que a Bahia ocupa o 27° lugar na qualidade da educação para o ensino médio. Para Neto, apesar dos investimentos realizados pelo atual governo, problemas antigos continuam sem soluções.

“Os investimentos poderiam ter sido maiores do que foram. Além disso, o recurso aplicado foi mal aplicado, e os números da educação da Bahia estão aí para provar. Se fizermos o corte apenas para a rede pública estadual no ensino médio, nós somos o último do Brasil, somos o 27° do país. Esse é o retrato da qualidade da educação pública na Bahia. Esse é o legado deixado em 16 anos do PT aqui no estado”, acrescentou.

Resultados da pandemia

Para ACM Neto, a defasagem do ensino público estadual foi acentuada durante os anos de 2020 e 2021, quando o país enfrentou a pandemia causada pelo coronavírus. O pré-candidato ao governo falou que o trabalho de recuperação da educação da Bahia vai passar, inclusive, pela inclusão dos conceitos de empregabilidade e empreendedorismo nas escolas do estado.

“A Bahia tirou nota zero na educação durante a pandemia. A Bahia não agiu no tempo necessário para garantir o ensino remoto, para garantir, depois, o ensino semipresencial. Demorou para levar tecnologia para as escolas, para dar condição dos alunos aprenderem à distância. E as consequências disso são muito graves”, avaliou Neto.

“O que a gente vê na Bahia, hoje, muitas vezes é a lógica perversa da aprovação automática. E o problema desse formato é que esse jovem, no futuro, vai ter muito mais dificuldade para conseguir um emprego, para vencer na vida e realizar o sonho das suas famílias. E para isso, vamos levar às escolas, principalmente para o ensino médio, os conceitos de empregabilidade e empreendedorismo com o intuito de que a escola seja, de fato, a porta de entrada do trabalho e, futuramente, da renda dessas pessoas”, falou.

“Vamos fazer um esforço concentrado para recuperar o tempo perdido na pandemia. Eu acredito naquele ditado ‘antes tarde do que nunca’. Eles deviam ter feito, não fizeram, mas nós vamos fazer”, enfatizou durante a coletiva.