Ana Paula aposta que Bruno não renunciará em 2026 e lembra 2018: 'Se na época não houve discussão, muito menos agora'

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Evilásio Júnior

Blog do Vila

11 de junho de 2024 às 06h00

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Pré-candidata à reeleição, a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (PDT), não conta com a hipótese de assumir a titularidade do Palácio Thomé de Souza em 2026.

Embora a capital baiana não tenha uma mulher na chefia do Executivo desde a saída da atual deputada federal Lídice da Mata – hoje no PSB, mas à época no PSDB –, em 1997, a pedetista aposta que o seu companheiro de chapa Bruno Reis (União Brasil) não renunciará ao mandato para disputar uma vaga ao Senado ou mesmo o Governo da Bahia. Para endossar a sua tese, ela lembrou do que aconteceu com o ex-prefeito ACM Neto, especulado para disputar o comando estadual em 2018.

"Quando Neto foi candidato à reeleição, teve uma briga pela vice porque diziam que Neto sairia e quem fosse o vice seria o prefeito. Na verdade, Neto não saiu e cumpriu o mandato até o final. Bruno foi depois disputar a eleição e, por méritos, foi eleito. Então, se naquela época não houve essa discussão, muito menos agora. [...] Eu vi na imprensa que ele deu uma declaração falando isso essa semana, que ele iria cumprir até o fim, mas não conversei com Bruno sobre isso", afirmou Ana Paula, em entrevista ao programa Fora do Plenário, da Rádio Salvador FM, ao pontuar que não pretende fazer "carreira política".

A vice-prefeita atribuiu ainda ao "tempo" o dia em que a capital baiana voltará a ser liderada por uma mulher. "Aí é do destino da cidade, da determinação de Deus. Vou ficar muito feliz e muito honrada, mas ao mesmo tempo muito responsabilizada, tendo a oportunidade de ser vice-prefeita mais uma vez. Eu entendo que cargo público não é mérito. Não é porque você é melhor ou pior que alguém, mas é uma responsabilidade e uma missão. Encaro isso com muito carinho, com muito amor, mas com muito compromisso", afirmou.

Ex-secretária municipal de Saúde, Ana Paula comentou ainda a pesquisa do instituto Real Time Big Data, que projetou uma rejeição de 57% da população soteropolitana à sua gestão na SMS. Ela comparou o levantamento à enquete do Blog do Vila, em que os vereadores escolheram os secretários municipais mais amados e odiados e a colocaram como favorita, com 28%.

"A pesquisa que eu respeitei e fiquei muito feliz foi a sua, que você fez com os vereadores, inclusive da oposição, em que você perguntou quem eram os secretários melhor avaliados e eu fui escolhida em primeiro lugar. Fiquei muito feliz e muito honrada de a minha amiga, a vereadora Martinha Rodrigues [PT], dizer: 'olha, votei em você'. Ela é de outro campo político, mas é uma mulher de muito valor e de muito respeito. Essa pesquisa que você está citando não é registrada, não sei nem quem fez.[...] Então, respeito quem publicou, mas como ela não é registrada, eu peço até licença para não falar, porque posso até incorrer em algum problema eleitoral", ponderou.

Em relação às suas principais adversárias na corrida eleitoral de outubro, Ana Paula rebateu a declaração da pré-candidata a vice do PSOL, Mira Alves, para quem o programa Morar Melhor é uma "maquiagem" que "não dá dignidade" às pessoas. "Talvez seja falta de conhecimento de alguém que não viveu o Morar Melhor. [...] Então, eu espero que ela tenha a oportunidade de conhecer. É uma senhora distinta, respeitável, mas a experiência de 54 mil famílias é a melhor possível", defendeu.

Sobre Fabya Reis (PT), a vice-prefeita disse esperar um debate em alto nível durante a campanha. "Tenho uma excelente relação. Eu sou defensora do Suas, agora também do SUS. As pessoas acham, inclusive, que eu sou assistente social, por causa de tanto amor e tanta entrega. A pasta que ela saiu agora é a que eu mais conheço, mais atuei e mais militei. Por duas vezes fui secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza e fui subsecretária. Eu desejo sorte a todas as nossas concorrentes. Agradeço a oportunidade de debater com outras mulheres, para a gente ter o melhor debate, a melhor discussão, o melhor diálogo e tenho certeza que, com o trabalho e com o reconhecimento do povo, a gente vai fazer uma eleição em paz, com histórias e com propostas", finalizou.

Confira a entrevista na íntegra:

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